sexta-feira, 23 de março de 2007

O Mito da Flacidez

Os falos mais idoso têm sido, desde o princípio dos tempos, acusados de flacidez. O mito foi-se enraizando, principalmente na cultura ocidental e, com ele, veio a decadência do falo. O de Camilo de Oliveira não foi excepção. Embora casado com uma senhora jovem, curiosamente neta de um sobrinho seu, a actividade de Camilo ao nível do coiso nunca foi, como se sabe, intensa. Pensa-se até que tenha sido sempre nula.
Conhecendo o corpo espectacular de que Camilo é dotado, parece difícil encontrar uma causa para a crise. Mas, pesquisando, a causa parece ser só uma. Aquela cujo resultado é semelhante ao de não regar uma planta. A mesma que moldou as bochechas de Mário Soares, Ferro Rodrigues e a antiga Lili Caneças. A mesma que actua sobre os rabos das senhoras com mais de 38 anos. Rabos e pendurezas.
Da esperança do casamento, veio para o falo o desespero. Da confiança nas suas faculdades, veio para o falo o menosprezo. E assim, o fim da vida chegou mais cedo. Cedo de mais para um falo jovem e empreendedor. Incapaz de viver no desprezo e no tédio, o falo de Camilo decidiu partir. Assim o fez, e assim se consumou mais um das muitas atrocidades que o estereótipo consuma.
Faleceu, tomado por flácido, um falo que, nas palavras do professor Alexandrino, era em tudo "firme e hirto". Morreu mais um inocente.
Mas um dia se fará justiça!

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